quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Physioclem nos Cuidados Continuados e Integrados




A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) de Saúde e Apoio Social é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social, com o objectivo de promover a continuidade dos cuidados de saúde e apoio social a todo o cidadão que sofra, temporária ou definitivamente, de algum grau de dependência.
Os Cuidados Continuados Integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra. A RNCCI, a nível de internamento, apresenta 4 tipos de Unidade, sendo elas: Unidade de Convalescença, Unidade de Média Duração e Reabilitação, Unidade de Longa Duração e Manutenção e Unidade de Cuidados Paliativos.
A Physioclem presta serviços na Unidade de Média Duração e Reabilitação e na Unidade de Longa Duração e Manutenção da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré.
As Unidades de Media Duração e Reabilitação têm como finalidade prestar cuidados a utentes com perda de autonomia potencialmente recuperável que requerem cuidados de saúde que, pela sua frequência, duração, ou ausência de apoio social, por parte dos cuidadores e/ou equipas de cuidados continuados integrados, não podem ser prestados no domicílio. Tem uma previsibilidade de internamento superior a 30 dias e inferior a 90 dias consecutivos.
Esta tipologia tem como objetivos:
- Responder a necessidades transitórias, visando maximizar os ganhos em saúde;
- Promover a reabilitação e a independência dos utentes;
- Evitar permanências desnecessárias em hospitais de agudos;
- Contribuir para a gestão das altas dos hospitais de agudos;
- Reduzir a utilização desnecessária de unidades de internamento de convalescença e de longa duração.
As Unidades de Longa Duração e Manutenção têm como finalidade prestar apoio social e cuidados de saúde de manutenção a pessoas com doenças crónicas, com diferentes níveis de dependência e que não reúnam condições para serem cuidadas no domicílio. Tem uma previsibilidade de internamento superior a 90 dias apresentando um carácter temporário ou permanente.
Devido à natureza dos cuidados a prestar nestes dois tipos de Unidade, elas dispõem de uma equipa técnica multidisciplinar das áreas da saúde e da ação social, nomeadamente médico, médico fisiatra, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogo, nutricionista, assistente social, auxiliares de ação médica, entre outros.
Como tal, a Physioclem, participando nesta equipa multidisciplinar através dos seus serviços de Fisioterapia, tem como objetivos:
  • Colaborar na realização de avaliações multidisciplinares, globais e periódicas do utente com vista ao estabelecimento dum plano individual de cuidados a nível de apoio pessoal, médico, de enfermagem, de reabilitação e ocupacional; 
  • Na Unidade de Internamento de Média Duração e Reabilitação: reabilitar o utente promovendo o máximo de funcionalidade com vista a diminuir o grau de dependência nas atividades da vida diária (AVD´s); reintegrar o utente o mais rápido possível no seu meio habitual de vida; contribuir para a promoção do auto-cuidado com vista a assegurar a melhor qualidade de vida possível no quadro das limitações decorrentes da doença;
  • na Unidade de Internamento de Longa Duração e Manutenção: promover a manutenção do estado físico e motor do utente evitando um agravamento da sua doença crónica e da dependência na realização das AVD’s; proporcionar o máximo de qualidade de vida e conforto possível ao utente tendo em conta as limitações físicas e cognitivas que apresenta.


Para ser integrado na RNCCI, o cidadão ou um familiar devem:

1.  No caso do doente se encontrar internado num hospital
Contactar a Equipa de Gestão de Altas (EGA) do Hospital onde o doente esteja internado em situação de episódio agudo de doença.  Este contacto deve ser feito, de preferência, logo no início do internamento, pois é preciso preparar, com tempo, a etapa que se segue à alta clínica.

2.  No caso do doente se encontrar no domicílio, lar ou noutra situação de apoio residencial
Contactar a Equipa de Coordenação Local ( ECL), através:
- do médico de família que segue o doente no Centro de Saúde;
- da Enfermeira  do Centro de Saúde;
- da Assistente Social do Centro de Saúde.
Em caso de dúvida sobre a entidade correta a contactar ou se tiver alguma dificuldade, dirija-se à Administração Regional de Saúde (ARS) onde se enquadra.


Fisioterapia após cirurgia a cancro de mama




O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente nas mulheres, sendo a primeira causa internacional de morte por cancro feminino. Também em Portugal é o tumor mais frequente nas mulheres, com cerca de 4300 novos casos e 1500 óbitos estimados em 2002, sendo a principal causa de morte por neoplasia no sexo feminino.
Os tratamentos mais frequentes, e também os mais eficazes para esta condição, são, além do Cirúrgico, a Radioterapia, a Quimioterapia e a Hormonoterapia.
Quer pelos dados estatísticos, referidos anteriormente, quer pelos procedimentos inerentes às terapêuticas, torna-se importante averiguar as principais complicações que delas advêm, nomeadamente o aparecimento de Linfedema no membro superior homolateral à cirurgia, a alteração da mobilidade do membro superior e a alteração da postura.

Quais são os problemas clínicos que podem surgir secundariamente às Terapias Oncológicas?
  • Diminuição das amplitudes articulares;
  • Diminuição da força muscular;
  • Alteração do estado emocional;
  • Alterações posturais;
  • Alterações da sensibilidade;
  • Desenvolvimento de linfedema;
  • Aderências da parede torácica;
  • Dor.
De que forma é que a Fisioterapia pode ajudar?
Após a cirurgia ao cancro de mama, o fisioterapeuta poderá ajudar na:
  • Recuperação funcional/ Redução da Dor - Atua no sentido de melhorar, não só a função, como também a dor do membro superior do lado operado, através da normalização das amplitudes articulares, força muscular e da melhoria da mobilidade da pele e tecidos. 
  • Recuperação estética - Prepara a pele e os tecidos, melhorando o resultado estético na reconstrução mamária.
  • Prevenção do Linfedema/Infeções Subcutâneas - Ensina o doente a ter um novo comportamento com o braço do lado operado, de forma a prevenir o aparecimento de linfedema e infeções subcutâneas.
Tendo em conta a cronicidade desta condição, o fisioterapeuta pode aconselhar as doentes para os riscos de aparecimento e agravamento do linfedema e, no caso deste já se encontrar instalado, proceder ao seu tratamento.
  • Correção das Alterações Posturais - Após a cirurgia, podem surgir alterações do alinhamento corporal decorrentes da própria mastectomia (pela perda de tecido mamário) e/ou da adoção de posturas anti-álgicas (proteção da dor) que poderão resultar em alterações posturais.
O que é o Linfedema e porque razão pode surgir?
O Linfedema secundário a cirurgia a cancro de mama trata-se de uma condição crónica que consiste numa acumulação excessiva de fluído, rico em proteínas, no espaço intersticial, que ocorre quando a drenagem linfática do membro superior é interrompida como consequência da remoção dos nódulos linfáticos axilares ou pela irradiação por parte da radioterapia, ou por ambas as razões.
Quais os fatores de risco para o seu desenvolvimento?
Qualquer mulher submetida a esvaziamento ganglionar axilar tem um elevado potencial para desenvolver linfedema do membro superior, mesmo que tenham passado alguns anos e não tenha surgido nenhum sintoma até então.
No entanto, e de acordo com alguns estudos, existe uma relação entre a extensão dos procedimentos cirúrgicos, o número de gânglios excisados, a adição de radioterapia à axila, infeções da pele, obesidade e idade avançada e o desenvolvimento de linfedema secundário em doentes após cirurgia a cancro de mama.
Que tipo de cuidados podemos ter para prevenir o seu aparecimento?
Após a Mastectomia, existem vários cuidados a ter em conta que podem ajudar a reduzir as probabilidade de aparecimento do Linfedema. Assim deve-se evitar:
  •  Medir a tensão arterial no membro afetado;
  •  Fazer perfusões no membro afetado;
  •  Aplicar calor no membro afetado;
  •  Apanhar sol na área afetada;
  •  Picadas, traumatismos, queimaduras no membro afetado;
  •  Realizar trabalhos pesados com o lado afetado;
  • Usar camisolas com mangas apertadas, anéis, relógios ou pulseiras no lado afetado;
  • Dormir sobre o lado operado;
  • Retirar as cutículas das unhas do lado afetado.
Mesmo quando  o Linfedema já está instalado, existe tratamento possível?
Sim. Apesar do linfedema já estar instalado, é possível reverter a situação com tratamento adequado. No entanto, este potencial de recuperação, depende sobretudo do tempo de instalação do linfedema e do seu grau de gravidade. Quanto maior for o tempo de instalação e gravidade, menor poderá ser o potencial de recuperação. No entanto, é importante frisar que o linfedema não é totalmente reversível, uma vez que existem alterações como a destruição das fibras de colagéneo da pele e deposição de células adiposas.
Quais as Consequências do Linfedema não tratado?
Além das consequências estéticas (alteração da imagem corporal, diminuição da auto-estima), existem consequências para a saúde, nomeadamente danificação dos vasos, em casos mais graves pode surgir elefantíase e mais raramente, linfangiossarcoma.
Qual a importância da Fisioterapia nos casos de Lindedema?
A fisioterapia desempenha um papel fundamental na recuperação e tratamento de casos de linfedema através da Terapia Linfática Descongestiva (T.L.D.). Segundo a Sociedade Internacional de Linfologia, o tratamento consiste em duas fases: a primeira será a de Redução e a segunda a de Manutenção.
Durante a fase de Redução, os objetivos passam por:
  • Reduzir o volume do membro;
  • Restituir a sua forma;
  • Melhorar a condição da pele e tecidos;
  • Melhorar a mobilidade;
  • Reduzir o desconforto do membro.
Esta fase de tratamento deverá englobar:
  • Drenagem Linfática Manual  (DLM)
Trata-se de uma técnica manual cujo objetivo é facilitar o fluxo linfático e remover o fluído linfático estagnado das áreas edemaciadas para outros locais do corpo que o podem receber e continuar com o processo normal de eliminação da linfa. (Mondry et al, 2004).
Este processo requer a aplicação de uma pressão suave, pela localização superficial da rede linfática, imediatamente abaixo da pele. (Mondry et al, 2004).
A DLM reduz a concentração de proteínas dos espaços intersticiais, melhorando a eliminação da linfa que está em excesso (Cheville et al, 2003), facilitando o retorno do fluxo linfático para a circulação venosa. (Mondry et al, 2004).
  • Pressoterapia
Consiste numa manga pneumática com vários compartimentos, que exerce pressão sobre os tecidos através do enchimento de cada câmara com ar, funcionando de distal para proximal. (Petrek et al, 2000). Brennan & Miller (1998) sugerem que as mangas pneumáticas produzem uma onda de pressão que ascende à extremidade superior do membro superior ou inferior, levando a que o  fluído linfático acompanhe essa onda de pressão, o que permitirá o transporte do fluído retido em direção às estruturas linfáticas que podem ajudar na sua remoção. 
  •  Aplicação de Bandas Multicamadas
As bandas multicamadas utilizadas para o tratamento do linfedema comportam-se como um “envelope” não elástico. (Leduc et al, 1998).
Um efeito secundário do linfedema é a redução da elasticidade da pele, que se repercute na perda de pressão dos tecidos, levando à acumulação de linfa. A aplicação deste tipo de bandas confere a compressão externa necessária para que o músculo possa exercer uma função “bombeadora”. (Mondry et al, 2004) Este facto irá permitir aumentar o fluxo linfático (Leduc et al, 1990, citados por Leduc et al, 1998), ajudando também na redução da fibrose do linfedema. (Mondry et al, 2004).
  • Exercícios Isotónicos
A realização de contração muscular isotérica, durante a utilização das bandas, resulta num aumento considerável da reabsorção do linfedema (Leduc et al, 1998) causada pela contração rítmica e em série dos músculos envolvidos. (Cheville et al, 2003)
Estes exercícios, repetidos, exercem uma força de compressão sobre as estruturas linfáticas, através da contração e relaxamento alternados dos músculos, ativando a contração do músculo liso existente no interior das paredes dos coletores linfáticos. (Cheville et al, 2003).
  • Cuidados de Higiene com a pele
Os objetivos destes cuidados são, essencialmente, minimizar a colonização de bactérias e fungos e hidratar a pele (prevenindo o aparecimento de “fendas”). (Cheville et al, 2003) A segunda fase, Manutenção, tem início após o utente receber “alta” dos tratamentos de fisioterapia e tem como objetivo manter os efeitos obtidos na fase de redução, evitar a reacumulação de linfa e prevenir a fibrose dos tecidos. Deverá englobar o uso contínuo da manga de contenção elástica e os cuidados de higiene com a pele.

Tabela I- Apresentação esquemática das fases de tratamento e respetivos objetivos


                  FASE DE REDUÇÃO
FASE DE MANUTENÇÃO

DLM – para desorganizar proteínas e reabsorvê-las.


Pressoterapia - para drenar sobretudo a componente líquida do linfedema (água).


Bandas Multicamadas – deverão ser mantidas  após cada sessão de tratamento (dia e noite), para dar continuidade à drenagem.
Exercícios Isotónicos – Contração muscular para potenciar o efeito das Bandas multicamadas. 





Contenção Elástica – para manter os resultados atingidos na fase de redução.


Cuidados de Higiene com a pele – para prevenir o “reaparecimento” do linfedema.

BIBLIOGRAFIA


Brennan, M. & Miller, L. (1998). Overview of treatment options and review of the current role and use of compression garments, intermitent pumps, and exercise in the management of Lymphedema. American Cancer Society Lymphedema Workshop – Supplement to cancer, 83 (12), 2821-2826.


Cheville, A. et al (2003). Lymphedema Management. Seminars in Radiation Oncology, 13 (3), 290-301.

Leduc, O. et al (1998). The Physical Treatment of Upper Limb Edema. American Cancer Society Lymphedema Workshop – Supplement to Cancer, 83         (12), 2835-2839.

Mondry, T. et al, (2004). Prospective Trial of Complete Descongective Therapy for Upper Extremity Lymphedema after Breast Cancer Therapy. The Cancer J   ournal, 10 (1), 42-47.

Petrek, J. et al, (2000). Lymphedema: Current Issues in Research and Management. A cancer Journal for Clinicians, 50 (5), 292-306.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Descubra uma nova forma de dar e receber








A Physioclem tem para lhe oferecer, este Natal, uma campanha de bem-estar muito especial. Durante todo o mês de Dezembro, vai descobrir uma nova forma de Dar e Receber, por cada voucher de bem-estar que ofereça, recebe 10 euros de desconto imediato.

A campanha, que decorre na Physioclem de Alcobaça e de Leiria, é válida para qualquer tratamento de bem-estar.

Não perca mais tempo a pensar no presente ideal para aquela pessoa especial. Visite a Physioclem e saiba mais sobre a nossa campanha especial de Natal.

Feliz Natal!!!




terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fisioterapia vs saúde de qualidade





Nas últimas décadas, tem-se assistido a uma crescente preocupação com a qualidade dos serviços de saúde, não só porque a oferta é bastante maior, como também porque o grau de exigência do doente é cada vez maior. É importante para o doente saber que tem à sua disposição serviços de saúde de qualidade, que se distinguem dos demais por esta ou aquela razão.


A maior atenção da população, relativamente à qualidade dos cuidados prestados, obriga também a uma maior necessidade das suas necessidades, através da análise das perceções do dia-a-dia. A realização de estudos de avaliação da satisfação, para que se possa melhorar e evoluir, também são essenciais.


Um serviço de saúde de qualidade deve assegurar aos doentes a existência de um nível aceitável de cuidados. Só assim o resultado final da intervenção poderá ser eficiente, eficaz e satisfatório para o utente.


A qualidade pode e deve ser vista numa ótica de gestão e de melhoria, promovendo a procura contínua de melhores práticas e o envolvimento de todos os profissionais, na eficácia e eficiência do serviço prestado.


No caso concreto da Fisioterapia, para garantir a qualidade dos serviços desta área, a Confederação Mundial de Fisioterapia e, posteriormente, a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas, assumiu que a Fisioterapia é um serviço prestado exclusivamente por fisioterapeutas, ou sob a sua orientação e supervisão e inclui consulta e intervenção, tendo assim implementando padrões elevados de prática para a prestação de cuidados de Fisioterapia.


Em Fisioterapia, por norma, a qualidade é medida de acordo com os resultados obtidos, estando a obtenção destes resultados relacionada não só com as capacidades técnicas (estabelecer um correto diagnóstico, tratamento selecionado, resultados obtidos…) do profissional, como também com a capacidade que este tem em estabelecer uma relação/comunicação saudável e eficaz com o utente.


A Physioclem procura prestar serviços de excelência (nas diversas áreas de intervenção da Fisioterapia), através da aposta contínua na formação dos Fisioterapeutas, da consolidação de um espaço físico agradável e bem equipado e da interação com outros profissionais de saúde, tendo por base um registo clínico informatizado e atualizado do estado clínico dos seus utentes. A disponibilidade temporal e a personalização do atendimento, fazem com que a Physioclem cumpra os mais altos padrões de qualidade.


Em Novembro, a Physioclem vai dedicar-se à Qualidade através da realização de Questionários de Avaliação de Satisfação aos seus doentes e muitas outras atividades internas dedicadas exclusivamente ao tema da Qualidade nos serviços de Fisioterapia.

João Chambel
Fisioterapeuta Physioclem

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Physioclem marcou presença no 8º Congresso Nacional de Fisioterapia







A Physioclem apresentou, no dia 13 de Novembro,  no 8º Congresso Nacional de Fisioterapeutas, o trabalho de investigação: “A intervenção da Fisioterapia na unidade de Cuidados Continuados da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré”. A realização deste estudo teve como objetivo principal analisar o trabalho desenvolvido pela Fisioterapia através do grau de funcionalidade/dependência que os utentes alcançaram, até à data de alta, na Unidade de Média Duração e Reabilitação da Unidade de Cuidados Continuados e Integrados (UCCI) da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré (CNSN), nos seus dois anos de existência.

As Unidades de Média Duração e Reabilitação dos Cuidados Continuados e Integrados têm como finalidade prestar cuidados a doentes com perda de autonomia potencialmente recuperável que requerem cuidados de saúde que, por parte dos cuidadores e/ou equipas de cuidados continuados integrados, não podem ser prestados no domicílio, com previsibilidade de internamento superior a 30 dias e inferior a 90 dias consecutivos. A abordagem da fisioterapia nestas instituições visa promover uma melhor qualidade de vida e independência aos idosos, uma vez que o idoso institucionalizado apresenta diversas necessidades sociais, de saúde e autonomia nas atividades diárias.

Realizou-se um estudo quantitativo e descritivo longitudinal, no qual foi utilizado uma amostra constituída por 30 utentes, divididos em 3 grupos, consoante diagnóstico clínico: neurológico, ortopédico e outros diagnósticos. Para a recolha de dados, foi realizada uma tabela de levantamento de dados e o Índice de Barthel (IB), utilizando-se os valores da avaliação à data de entrada e os à data de alta. O Índice de Barthel é uma escala para avaliar a capacidade para a realização das atividades da vida diária, como comer, fazer a higiene pessoal, o uso dos sanitários, tomar banho, vestir e despir, controlo de esfíncteres, a deambulação, a transferência da cadeira para a cama, subir e descer as escadas.

Através dos resultados obtidos concluiu-se que, desde a existência da Unidade de Média Duração e Reabilitação da UCCI da CNSN, o impacto da intervenção da fisioterapia na capacidade funcional dos seus utentes teve um efeito importante, com resultados estatisticamente significativos, ajudando a melhorar a independência e a autonomia dos utentes na realização das Atividades da Vida Diária (AVD’s).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Physioclem nas III Jornadas da Fisiogaspar








Nos passados dias 19 e 20 de Novembro, a Physioclem esteve presente nas III Jornadas da Fisiogaspar, http://www.fisiogaspar.pt/IIIJornadas/apresentacao.htmltendo apresentado um trabalho sobre a intervenção da fisioterapia no pós-cirúrgico da Reparação da Coifa dos Rotadores. Deixamos aqui um pequeno resumo da comunicação. Se alguém estiver interessado em mais detalhes pode-nos contactar por e-mail.

Autores: Marco Clemente, Luís Nascimento, João Chambel, Sofia Neves e Fábio Silva
Titulo da palestra: Protocolo de reabilitação pós-cirúrgica de reparação da rotura da coifa dos rotadores
Objetivo: Contribuir com um plano de intervenção em fisioterapia para reabilitação pós-cirúrgica de reparação da rotura da coifa dos rotadores, baseado na experiência clínica e evidência científica.
Resumo: A Rotura da coifa dos rotadores é uma das principais lesões do ombro e uma das mais incapacitantes. Após a cirurgia de reparação da coifa, o sucesso para uma boa recuperação, depende em grande parte de um adequado processo de reabilitação. Na implementação de um plano de intervenção em fisioterapia para recuperação desta condição deve se ter em conta um grande número de fatores (técnica cirúrgica, qualidade do tecido, tipo de rotura, etc.), bem como o tempo do cicatrização do tendão de forma a restabelecer as amplitudes articulares, força, estabilidade e funcionalidade do ombro. Tendo em conta as fases da reparação tecidular, o processo de reabilitação e as necessidades específicas de cada tipo de população, o protocolo foi dividido em três fases: 1ª fase do dia 0 à 6ª semana; 2ª fase a partir 6ª semana ao 3º mês; 3ª fase do 3º mês em diante. Estas três fases do programa de intervenção iniciam-se com a manutenção de proteção do tendão no período imediatamente após a cirurgia e ganho de amplitudes passivas, prosseguindo com o período de ganho das amplitudes ativas, força e funcionalidade e outro de integração na atividade profissional e/ou desportiva.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Postura correta, coluna saudável







De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde, cerca de 80% das pessoas em todo o mundo sentem ou poderão vir a sentir dor na coluna. Na maioria dos casos, a causa poderá estar relacionada com uma postura incorreta e/ou com hábitos de vida sedentários.
Assim, torna-se cada vez mais importante corrigir ou prevenir possíveis desequilíbrios musculares responsáveis pelas posturas incorretas assim como reforçar a ativação dos músculos responsáveis pelo suporte de toda a coluna.
É na sequência deste problema que tem vindo a tornar-se cada vez mais importante na nossa sociedade, que se torna necessário a implementação de atividades que promovam a correção dos desequilíbrios musculares responsáveis pelas “más posturas”, melhorando a qualidade de vida. 

Como Funcionam? 
As classes decorrem duas vezes por semana, em pequenos grupos, sendo que numa das sessões é realizado Stretching Global Activo (SGA) e na outra Pilates Clínico.
Antes de poderem integrar as classes, todos os elementos deverão realizar uma sessão individual (gratuita) onde é avaliada a postura e sintomatologia de cada um e realizada a iniciação ao método de pilates. Esta sessão é realizada nas instalações da Physioclem Leiria devendo ser efetuada marcação prévia da mesma.
O que é o Pilates Clínico?
O Pilates baseia-se num conjunto de exercícios que trabalham corpo e mente, que podem ser feitos no solo, com auxílio de objetos ou em aparelhos específicos desenvolvidos para o efeito.
Trata-se de um método que utiliza a resistência do peso do corpo, e que conjuga de forma equilibrada trabalho de força, flexibilidade e estabilidade, melhorando a postura, alongando e tonificando a musculatura sem exageros, permitindo igualmente uma redução global do stress.
Neste método, os vários grupos musculares trabalham de forma simultânea, integrados em movimentos suaves e contínuos, com ênfase na concentração, na respiração e na estabilidade central (conseguida através da contração dos músculos estabilizadores).
Valoriza a qualidade dos movimentos mais do que a quantidade, o que faz com que quem o pratica se sinta revigorado em vez de exausto no final de uma sessão de pilates.
Ao longo do seu tempo de existência, o Pilates foi sofrendo algumas alterações e adaptações, começando a ser utilizado por Fisioterapeutas, desenvolvendo-se assim o Pilates Clínico.
No Pilates Clínico, o Fisioterapeuta efetua uma avaliação inicial da função muscular local e global, elaborando posteriormente, um programa de exercícios que irá de encontro ao que é necessário trabalhar.
O que é o SGA?
O S.G.A. (Stretching Global Ativo) é uma técnica de alongamento baseada no método de Reeducação Postural Global, que  permite restabelecer a força, o comprimento e a flexibilidade aos grupos musculares mais tensos, resultante das más posturas que vamos adotando ao longo do nosso dia-a-dia.  A globalidade dos estiramentos e o trabalho respiratório, conferem-lhe uma eficácia incomparável na correção dos desequilíbrios musculares responsáveis por posturas incorretas. Este método é aplicado por Fisioterapeutas com  o objetivo de manter o alongamento necessário para uma melhor postura  e prevenir possíveis lesões.
Quais os Benefícios que pode obter com a prática destas Classes?
- Ganho de força;
- Alongamento, tonificação e definição da musculatura sem exageros;
- Definir a musculatura abdominal mais profunda;
- Fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico;
- Trabalhar a perceção do corpo e mente;
- Padrões mais eficientes de movimento deixando o corpo menos vulnerável a lesões;
- Reduzir o “stress”, aliviar as tensões, ganhando energia;
- Melhoria o alinhamento postural;
- Ganho de estabilidade lombo-pélvica e/ou cervical;
- Alívio das dores de coluna e stress das articulações;
- Prevenção do aparecimento de recidivas em casos de dor de coluna e noutros;
- Aumentar o equilíbrio e a coordenação neuromuscular;
- Melhorar a mobilidade, agilidade e vigor;
- Complemento para treino desportivo e desenvolvimento funcional para a atividade diária;
- Melhorar a aparência corporal, bem como a autoestima.
Quem são as instrutoras?
- Ana Amado, Fisioterapeuta com formação em Reeducação Postural Global.
- Daniela Fulgêncio, Fisioterapeuta com formação em Pilates Clínico Matwork nível 1, 2 e  Class Instructor.
Onde decorrem as Classes?
LEIRIA
- Complexo Municipal de Piscinas de Leiria
- Pavilhão Desportivo Municipal dos Pousos

Onde se Inscrever e saber mais informação?
Physioclem Leiria
Rua Miguel Torga, lote 2 R/C Dto 2410-132 Leiria
Telefone: 244 109 427 ou 927 895 775