quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O QUE É A HIDROTERAPIA?


A Hidroterapia é intervenção clínica através de um programa de exercícios desenvolvido em meio aquático, onde o Fisioterapeuta define e adapta o mesmo, à condição específica de cada indivíduo. É usada para casos de mobilidade reduzida, de modo a otimizar a independência funcional de cada um.
As características da água, flutuabilidade e resistência, exigem ao utente um alto gasto de energia, mas com relativamente pouco movimento ou tensão articular. Pois, no meio aquático, a sensação de peso do corpo sobre as articulações é reduzida, o que não acontece num programa de exercícios normal fora de água. Além destas vantagens, a água aquecida proporciona maior relaxamento e alívio da dor, possibilitando um bem-estar físico e mental. 
Todas estas vantagens da água permitem a realização de exercício, em condições clínicas específicas, que noutros contextos acrescentariam dor e desconforto ao indivíduo. 

QUAIS OS BENEFÍCIOS?
O principal benefício deste tipo de intervenção, em meio aquático, passa pela facilitação da mobilidade, bem como pelo relaxamento físico e mental:
- Fortalecimento e alongamento muscular, sem grande esforço;
- Aumento da amplitude articular;
- Diminuição de dor e do desconforto;
- Melhoria da circulação sanguínea;
- Melhoria do funcionamento cardiorrespiratório;
- Melhoria do equilíbrio e da coordenação neuromuscular;
- Reduz o “stress” e a ansiedade;
- Potencia o desenvolvimento de autonomia nas atividades do dia-a-dia.

A QUEM SE DESTINA?
Pode ser realizada por qualquer indivíduo, contudo está indicada para determinadas situações clínicas:
- Condições de Mobilidade Reduzida; 
- Patologias reumatológicas;
- Lesões musculoesqueléticas;
- Gestantes;
- Patologias venosas; 
- Patologias neurológicas.

ONDE SE REALIZAM SESSÕES DE HIDROTERAPIA?
A Physioclem dispõe de sessões de Hidroterapia, individuais e/ou em grupo, com duração de 45 minutos, aproximadamente, no Complexo das Piscinas Municipais de Leiria. Estas são acompanhadas e desenvolvidas por um Fisioterapeuta da equipa da clínica.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Punção Seca no Tratamento do Síndrome Miosfacial


O nosso fisioterapeuta Luis Nascimento partilhou, na primeira edição da Bwizer Magazine, os seus conhecimentos na área da Punção Seca no Tratamento do Síndrome Miosfacial.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Massagens especiais para oferecer este Natal!


Ainda lhe falta aquele último miminho de Natal?! A Physioclem oferece amor em forma de bem-estar, para si ou para os seus.
Se quer usufruir deste momento ou partilhar com alguns dos seus, fale connosco!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fisioterapia pré-operatória é fundamental na recuperação após reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior



A reabilitação pré-operatória do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), também conhecida como pré-reabilitação, ainda não é uma prática comum em Portugal. No entanto, este é um processo crucial para o sucesso da reabilitação de uma ligamentoplastia do LCA. O processo de reabilitação pré-operatório é crucial para o sucesso da recuperação após cirurgia. Este processo tem cinco objetivos principais: 
(1) Preparação física do paciente para cirurgia; 
(2) Preparação psicológica do paciente para cirurgia; 
(3) Redução do risco de complicações pós-operatórias; 
(4) Aumentar a probabilidade de retorno bem-sucedido à atividade de alto nível após a cirurgia;
(5) Minimização do risco de uma recidiva do LCA.

Após o diagnóstico de rotura do LCA, é fundamental a escolha do momento adequado para a realização da cirurgia. A reconstrução do LCA pode ser realizada de 2 formas: 1) logo após o diagnóstico - nesta condição o joelho está frequentemente edemaciado, com diminuição da amplitude articular, hemartrose e inibição dolorosa do quadricípite; 2) após programa de reabilitação pré-operatória – nesta condição o paciente aguarda a cirurgia até o momento em que o joelho esteja nas condições ideais. 

Shelbourne e colaboradores1 realizaram um estudo referente à taxa de desenvolvimento de artrofibrose numa análise retrospetiva de 169 reconstruções LCA divididas em 3 grupos com base no tempo de lesão até à cirurgia. Houve uma taxa de artrofibrose de 17% em pacientes submetidos a cirurgia entre 0 e 7 dias após a lesão e uma taxa de 11% em pacientes que foram operados 8 a 21 dias após a lesão do LCA e 0% quando a cirurgia foi realizada mais de 21 dias após a lesão. Deste modo, verifica-se que a realização da cirurgia numa fase precoce, após lesão do LCA, aumenta o risco de desenvolvimento de artrofibrose. Guerra e restantes colaboradores2 investigaram a relação entre o tempo de espera até à cirurgia e a incidência de artrofibrose. Em ambos os casos (cirurgia imediata ou cirurgia retardada)  foi verificada uma taxa de artrofibrose de aproximadamente 4%. Estes autores defendem que a definição do momento da reconstrução cirúrgica deve ser individualizado para cada paciente e não deve ser baseado apenas num qualquer período de tempo após lesão do LCA.


Uma revisão sistemática3, que incluiu 8 estudos e 451 pacientes, concluiu que a fisioterapia pré-operatória no LCA realizada durante 3 a 14 semanas contribui mais eficazmente para a melhoria da força e funcionalidade para pacientes com reconstrução do LCA no período de 3, 6 e 12 meses pós-operatório do que em comparação com o grupo de controlo.

Para complementar esta evidência, outro estudo refere que os pacientes com lesão do LCA obtiveram scores de funcionalidade pré-operatórios superiores (escala KOOS) apresentavam melhores resultados pós-operatórios 3-6 anos4. A reabilitação progressiva a curto prazo mostrou ser bem tolerada após lesão aguda do LCA e fundamental na funcionalidade do joelho antes da reconstrução ou no primeiro passo na gestão pré-cirurgica5.  

Em relação ao tempo de espera, entre a lesão e a cirurgia, existe uma grande divergência na literatura, no entanto, aproximadamente 21 dias têm sido apontados como o tempo adequado para atingir esses objetivos1,6. Contudo, nesta decisão não entra apenas uma medida de tempo, mas também uma série de outros fatores devem ser tidos em conta. 

Um estudo verificou que os indivíduos que tinham diferenças de força de quadricípite comparada com o membro contra-lateral superiores a 20% antes da cirurgia, tiveram diferenças ao nível da força 2 anos após a cirurgia de reconstrução do LCA7. Isso levou os autores a concluir que a cirurgia não deve ser realizada até que o défice de força do quadricípite do membro lesado seja superior a 80% do membro contra-lateral. Um outro estudo refere que os indivíduos com melhor ativação de quadricípite pré-operatória demonstraram maior atividade pós-operatória. Da mesma forma, indivíduos com mais força pré-operatória demonstraram uma maior força pós-operatória. Do ponto de vista clínico, esse estudo indica que antes da reconstrução do LCA devem ser realizados exercícios de ativação e fortalecimento do quadricípite, com o objetivo de maximizar esses fatores pós-reconstrução LCA, pois a ativação pré-operatória e a força estão relacionadas com a ativação e força pós-operatória, respectivamente8.
Outro fator que dever ser tido em conta é a amplitude articular do joelho, sendo recomendável que apresente antes da cirurgia 0o de extensão a 120o/125o de flexão do joelho. McHugh refere que o défice de extensão total é um preditor de défice de extensão pós-operatória9.

O processo de reabilitação pré-operatório, deve ser realizado sempre que possível e necessário, com os seguintes objetivos terapêuticos: 
• Informar o paciente sobre o processo de reabilitação;
• Diminuir dor, edema e inflamação;
• Melhorar/manter a amplitude de movimento normal com foco na boa mobilidade patelar;
• Melhorar /manter padrão de marcha normal;
• Melhorar/manter a força muscular e ativação muscular;
• Ensinar e treinar os exercícios pós-operatórios de primeiros dias, enfatizando a importância da extensão total;
• Ensinar e treinar a realização de marcha com o auxiliares de marcha para os primeiros dias de pós-operatório.
Em conclusão, torna-se evidente que a fisioterapia pré-operatória melhora a funcionalidade do joelho e a força no pós-operatório e reduz o risco de artrofibrose. O tempo que decorre até à realização da cirurgia tem sido tema de debate, no entanto a não ser que se esteja a falar de um atleta profissional que necessite de retornar à atividade o mais rapidamente possível, tem-se demonstrado que a opção pela cirurgia retardada é a mais eficaz desde que se verifiquem os seguintes critérios: 
  • Reação sinovial mínima10;  
  • Extensão completa do joelho (0o) 10;
  • Flexão do joelho de 120o/125o e boa mobilidade patelo-femural8;
  • Controlo ativo do quadricípite e correto padrão de marcha11;
  • Défice de força de quadricípite de apenas 20% quando comparado com o membro contra-lateral6,12
Ao longo do processo de reabilitação pré-operatória, devem ser utilizados os seguintes métodos de avaliação:
  • Stroke Test;
  • Amplitude articular passiva (patelo femoral e tibiofemoral);
  • Escala Visual Análoga (EVA);
  • Escala de Funcinalidade (IKDC e/ou KOOS); 
  • Escala de Cinesiofobia (TSK-13);
  • Avaliação da força do quadricípite e isquiotibiais.

Autor: Fisioterapeuta Luis Nascimento       

  1. Shelbourne KD, Wilckens JH, Mollabashy A, et al. Arthrofibrosis in acute anterior cruciate ligament reconstruction. The effect of timing of reconstruction and rehabilitation. Am J Sports Med 1991;19:332–6.
  2. Guerra JJ, Joyce ME, Wilk KE, et al. Increased prevalence and severity of intra-articular damage when ACL reconstruction is delayed. AAOS: Sports Medicine Speciality Day (62nd Annual Meeting). Atlanta (GA), Feburary 16, 1996.
  3. Alshewaier S, Yeowell G, Fatoye F. The effectiveness of pre-operative exercise physiotherapy rehabilitation on the outcomes of treatment following anterior cruciate ligament injury: A systematic review. Clinical rehabilitation 2016 Feb 15.
  4. Mansson O, Kartus J, Sernert N. Pre-operative factors predicting good outcome in terms of health-related quality of life after ACL reconstruction. Scandinavian journal of medicine & science in sports. 2013 Feb;23(1):15-22. 
  5. Eitzen I, Moksnes H, Snyder-Mackler L, et al. A progressive 5-week exercise therapy program leads to significant improvement in knee function early after anterior cruciate ligament injury. J Orthop Sports Phys Ther 2010;11:705–21.
  6. Meighan AA, Keating JF, Will E. Outcome after reconstruction of the anterior cruciate ligament in athletic patients. A comparison of early versus delayed surgery. J Bone Joint Surg Br 2003;85:521–4.
  7. Eitzen I, Holm I, Risberg MA. Preoperative quadriceps strength is a significant predictor of knee function two years after anterior cruciate ligament reconstruction. British journal of sports medicine. 2009 May;43(5):371-6. 
  8. Lepley LK, Palmieri-Smith RM. Pre-operative quadriceps activation is related to post-operative activation, not strength, in patients post-ACL reconstruction. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2016 Jan;24(1):236-46.
  9. McHugh MP, Tyler TF, Browne MG, et al. Electromyographic predictors of residual quadriceps muscle weakness after anterior cruciate ligament reconstruction. AmJ Sports Med 2002;30:334–9.
  10. McHugh MP, Tyler TF, Gleim GW, et al. Preoperative indicators of motion loss and weakness following anterior cruciate ligament reconstruction. J Orthop Sports Phys Ther 1998;27:407–11.
  11. Quelard B, Sonnery-Cottet B, Zayni R, et al. Preoperative factors correlating with a prolonged range of motion deficit after anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med 2010;38:2034–9.
  12. de Jong SN, Caspel DR, van Haeff MJ, et al. Functional assessment and muscle strength before and after reconstruction of chronic anterior cruciate ligament lesions. Arthroscopy 2007;23:21–8.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"Dá-me prazer sonhar com as ideias e fazê-las crescer"



O nosso fisioterapeuta Marco Clemente é o rosto da primeira edição da Bwizer Magazine. Leia a entrevista, clicando nas imagens (melhor resolução), e conheça o homem que um dia sonhou com a Physioclem. 





 - Novembro de 2017 -



sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fisioterapeutas participam em curso da Liga Portuguesa Contra o Cancro




As nossas fisioterapeutas Sara Lourenço (Alcobaça), Jessica Margarido (Caldas da Rainha) e Joana Vieira (Leiria) participaram no curso "Tratamento Físico do Edema - Fisioterapia em Oncologia", organizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, tendo como base o Método Leduc. A formação decorreu entre os dias 25 e 30 de novembro. 

Sara Lourenço testemunha que foi uma semana enriquecedora e de ganho de competências na área da Drenagem Linfática em Oncologia, bem como na área da estética. 
Sob a condução do Professor Doutor Nuno Duarte, as fisioterapeutas sentem-se felizes pela conclusão do 1º módulo deste curso, ansiando já pelo próximo. "Trata-se de uma excelente ferramenta de trabalho em prol de utentes que beneficiam deste tipo de terapia", acrescenta.




I Módulo
• Fisiologia do sistema linfático
• Anatomia estrutural do sistema linfático
• Anatomia topográfica do sistema linfático (membro superior, m
embro inferior, cabeça e pescoço, órgãos genitais)
• Fisiopatologia do sistema linfático
• Drenagem linfática manual (membro superior, membro inferior, cabeça e pescoço, órgãos genitais)
• Teoria e prática de bandas multicamadas (membro superior, inferior, cabeça e pescoço, contenção do edema genital)
• Contracção muscular no tratamento do linfedema
• Pressoterapia no tratamento do linfedema  
• Prevenção do linfedema  
• Diagnóstico em linfologia  
• Avaliação do edema
• Fase de manutenção no tratamento do linfedema  
• Casos clínicos
• Drenagem linfática manual em estética


Método Leduc
O Prof. Albert Leduc criou e desenvolveu um método de tratamento para o linfedema com bases científicas, sendo actualmente aceite pela prática médica científica. Ao longo das últimas décadas, o Prof. Leduc, tem sido convidado por diferentes instituições a nível internacional, para o ensino do seu método. Foi, ainda, fundador do Grupo Europeu de Linfologia (GEL), sendo actualmente membro honorário da E.S.L (Sociedade Europeia de Linfologia). 


O II Módulo decorre de 6 a 8 de janeiro de 2018.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Andar descalço na infância traz saúde?



O Ser Humano constitui a espécie que domina a locomoção bípede, em consequência o pé do Homem tem vindo a evoluir de forma a servir de base a uma marcha especializada. Por si só o pé é composto por 26 ossos, 33 articulações e 19 músculos, dispostos de modo a formar um arco longitudinal capaz de suportar a carga, espalhar pelo pé as forças experimentadas durante a marcha e deste modo controlar o equilíbrio e o movimento. 

A maioria da bibliografia relata que o desenvolvimento do arco plantar ocorre principalmente entre os 6 e os 8 anos, ainda que haja referências relativas a alterações morfológicas importantes durante a adolescência. Estudos realizados revelam que o calçado pode interferir com a capacidade funcional do pé humano com consequente alteração da marcha, por outro lado sugere-se que andar descalço reforça os músculos plantares, melhora a mobilidade do pé e aumenta a área de contato da planta ao solo, pelo que a distribuição das pressões é mais uniforme e numa maior área o que pode reduzir o risco de alterações anatómicas e funcionais do pé durante o desenvolvimento e em consequência na idade adulta.


Os pés são um dos principais elementos de equilíbrio do corpo, os seus receptores recebem e enviam estímulos para o sistema nervoso, que os processa e que por sua vez envia informação no sentido descendente, o que regula a pressão e a distribuição da carga destes em relação ao solo e ao centro de gravidade. Visto isto as informações podais regulam não só a sua a posição como também dos outros segmentos do corpo, pelo que qualquer alteração destes pode conduzir a modificações da postura e possíveis sintomas à distância.


Podemos ainda fazer referência à capacidade do pés respirarem quando descalços e deste modo evitar ou reduzir a incidência de fungos que se desenvolvem em ambientes mais húmidos e quentes.
Visto isto, defende-se que é positivo proporcionar momentos de pé descalço às crianças e adolescentes de forma a melhor desenvolver a arcada plantar e proporcionar força muscular, uma melhor mobilidade e distribuição da carga por todo o pé prevenindo deformações dos pés e corpo, em particular coluna. Deste modo, pode ainda prevenir o aparecimento de fungos dos pés e unhas. Podemos ainda referir o prazer que as crianças sentem quando andam descalças, o que pode proporcionar momentos de relaxamento.